Com a sua linceça, Luar do Conselheiro...
A Juventude vai matar o Sertão
O título deste artigo pode parecer polêmico, mas diante dos fatos e dos argumentos defenderei meu ponto de vista; deixando claro que a culpa não é do jovem, mas eles são o instrumento de um assassínio cultural em andamento nos sertões nordestinos.
Hoje em dia, com o advento da televisão e de um sistema perverso de globalização cultural por meio da grande mídia, o sertão nordestino, região do Brasil com cultura própria se vê tomado por uma crescente onda de modismos que apontam os costumes norte americanos como costumes que devem ser aceitos como padrão cultural; filmes, novelas e uma série de outros programas de televisão fazem com que os jovens do nordeste brasileiro passem a ver em seus próprios costumes algo a ser deixado para traz em detrimento de costumes padronizados; e neste processo a moda tem figura de comando.
Começando nas roupas; hoje, qualquer pequena cidade do sertão nordestino pode facilmente ser confundida com uma grande capital. Afora os mais velhos, a juventude não usa mais os tradicionais chapéus de couro, e muito menos jalecos ou outras indumentárias tipicamente nordestinas e de grande importância cultural e econômica para a região. O mesmo ocorre com manifestações culturais tradicionais como o Reisado, as Rodas de São Gonçalo, as Rodas do Norte, a Bata do Feijão e tantas outras; todas as existentes são compostas por senhores e senhoras da terceira idade, posto que a juventude não se interessa ou pior, descrimina, ridiculariza... Abomina.
Outras tradições também entram no rol, os vendedores de Taboca que vendiam seus produtos tocando triângulo, os vendedores de colar de coco licurí, os fazedores e vendedores de Rapé (tabaco, torrado.) tudo isto está desaparecendo posto que os filhos ou netos destes verdadeiros sacerdotes populares não acompanham os pais na fabricação e venda destas tradicionais iguarias; ou por que vão a faculdade e atingem elevados graus, não dependendo mais destes trabalhos de subsistência ou simplesmente por terem vergonha ou pudor de tais atividades.
Rezadores, benzedeiras, curandeiros, “vedores” de água, profetas de chuva, vão pelo mesmo caminho; não tem seus caminhos trilhados pelas novas gerações; xilogravurístas, repentistas e tantas e tantas outras tradições estão caindo no esquecimento por conta da modernidade e do aculturamento sertanejo. As músicas preferidas pelos jovens hoje em nada tem a ver com sua terra, com suas origens, com seus ancestrais.
É portanto necessário uma retomada, é preciso programas de incentivo, uma ação coletiva para que nossas tradições não se percam. Este trabalho vem sendo realizado de maneira heróica e abnegada por guerreiros e guerreiras, anônimos e abandonados a própria sorte pelos governos.
Vamos juntos, guerreiros e guerreiras da Cultura Popular Nordestina!
Rumo á um Nordeste cada vez mais Nordestino!
O título deste artigo pode parecer polêmico, mas diante dos fatos e dos argumentos defenderei meu ponto de vista; deixando claro que a culpa não é do jovem, mas eles são o instrumento de um assassínio cultural em andamento nos sertões nordestinos.
Hoje em dia, com o advento da televisão e de um sistema perverso de globalização cultural por meio da grande mídia, o sertão nordestino, região do Brasil com cultura própria se vê tomado por uma crescente onda de modismos que apontam os costumes norte americanos como costumes que devem ser aceitos como padrão cultural; filmes, novelas e uma série de outros programas de televisão fazem com que os jovens do nordeste brasileiro passem a ver em seus próprios costumes algo a ser deixado para traz em detrimento de costumes padronizados; e neste processo a moda tem figura de comando.
Começando nas roupas; hoje, qualquer pequena cidade do sertão nordestino pode facilmente ser confundida com uma grande capital. Afora os mais velhos, a juventude não usa mais os tradicionais chapéus de couro, e muito menos jalecos ou outras indumentárias tipicamente nordestinas e de grande importância cultural e econômica para a região. O mesmo ocorre com manifestações culturais tradicionais como o Reisado, as Rodas de São Gonçalo, as Rodas do Norte, a Bata do Feijão e tantas outras; todas as existentes são compostas por senhores e senhoras da terceira idade, posto que a juventude não se interessa ou pior, descrimina, ridiculariza... Abomina.
Outras tradições também entram no rol, os vendedores de Taboca que vendiam seus produtos tocando triângulo, os vendedores de colar de coco licurí, os fazedores e vendedores de Rapé (tabaco, torrado.) tudo isto está desaparecendo posto que os filhos ou netos destes verdadeiros sacerdotes populares não acompanham os pais na fabricação e venda destas tradicionais iguarias; ou por que vão a faculdade e atingem elevados graus, não dependendo mais destes trabalhos de subsistência ou simplesmente por terem vergonha ou pudor de tais atividades.
Rezadores, benzedeiras, curandeiros, “vedores” de água, profetas de chuva, vão pelo mesmo caminho; não tem seus caminhos trilhados pelas novas gerações; xilogravurístas, repentistas e tantas e tantas outras tradições estão caindo no esquecimento por conta da modernidade e do aculturamento sertanejo. As músicas preferidas pelos jovens hoje em nada tem a ver com sua terra, com suas origens, com seus ancestrais.
É portanto necessário uma retomada, é preciso programas de incentivo, uma ação coletiva para que nossas tradições não se percam. Este trabalho vem sendo realizado de maneira heróica e abnegada por guerreiros e guerreiras, anônimos e abandonados a própria sorte pelos governos.
Vamos juntos, guerreiros e guerreiras da Cultura Popular Nordestina!
Rumo á um Nordeste cada vez mais Nordestino!
Luar do Conselheiro, uauaense de coração, como eu... visite: http://versosdoluar.blogspot.com/
Êita cumpadi véi! isso é cagado e cuspido paisage de interiô!
ResponderExcluir"Amizade eletricidade que não mata, igual rama de batata que não desata do que é seu!"
Abraço Cordélico e Sertânico das terras do Reino da Bahia, abençoada pelo Padim Santo Ôntôim Conseiêro!